08 março 2014

Dica de leitura: Cidades de Papel

Número de páginas: 361 Editora: Intrínseca Autor: John Green

SINOPSEEm Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Até que em um 5 de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. Mas ele acaba descobrindo que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia. (Adaptada do skoob)

Bem, antes de começar a minha resenha eu gostaria de dizer que eu vi MUITA gente criticando esse livro. Muitos falaram mal do final, muitos disseram que a história era arrastada e cansativa e até que para eles "o John Green podia parar de escrever antes que chegasse ao fundo do poço". Mas eu resolvi lê-lo mesmo assim.

E tenho que confessar que eu concordo que alguns capítulos são meio lentos e o autor fica meio repetitivo às vezes. Concordo que a personagem principal, Margo, é meio que uma bagunça. E se você pretende ler esse livro pelo suspense que a sinopse dá a entender que existe nele, nem comece, porque o suspense é bem fraco. Mas eu gostei de Cidades de Papel mesmo assim.


Essa é uma história típica de John Green. Uma narrativa divertida e sensível, que nos faz refletir sobre como nós interpretamos (ou mal interpretamos) às pessoas ao nosso redor e a nós mesmos. O que eu mais gostei nesse livro são os personagens secundários. Eles são REAIS. Os seus diálogos são reais (e engraçados, muitas vezes) e as situações que eles vivem também. São eles que vão sustentando bem a narrativa e nos dando vontade de continuar lendo.

Eu também gostei do Q., só achei que algumas vezes ele era "bonzinho" e paciente demais com a Margo. Mas é bem interessante acompanhar a diferença de personalidade dos dois. Ela é aventureira e meio rebelde, enquanto ele é um nerd que gosta da rotina. E afinal a vida é assim, não é verdade?! As pessoas mais diferentes de nós muitas vezes são as que mais no chamam a atenção.

A formatação do livro é bem legal. Páginas amareladas, fonte bonitinha, os capítulos não são muito grandes (não gosto de livros com capítulos enormes) e a capa é maravilhosa. Compraria esse livro só pra ter essa capa linda na estante, haha.


A minha conclusão é: todo livro tem defeitos, todo livro tem partes que não nos agradam e as vezes não superam as nossas expectativas. Mas acho que muitas pessoas estão lendo os livros do John Green, com a expectativa de serem como A culpa é das Estrelas, ou algo assim, e nenhuma história é igual a outra. Nem todos os livros desse autor vão ser comoventes e com final trágico. E apesar de todas as imperfeições que Cidades de Papel tem (assim como todos os outros livros do universo também têm) eu recomendo a leitura! :)

3 comentários:

  1. Káren,
    tenho lido boas críticas sobre os livros do John Green. Inclusive 'A Culpa é das Estrelas' já está na minha lista de livros que quero ler o quanto antes.

    Carol
    Um blog simples
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  2. Hey, amei a frase no post it ali! Gostei muito do "A Culpa é das Estrelas" então esse também deve ser bem legal!

    Beijos, Deni
    vivendosemprada.blogspot.com.br

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  3. Eu ja li esse livro e amei

    http://anachincoa.blogspot.com.br/

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